Na terça-feira, 11 de julho, a reportagem do VIA41 acompanhou de perto a situação vivida pela família dos falecidos Aloísio Soares e Benedita Teixeira, agricultores nativos de Trancoso cujas terras se tornaram alvo de tentativas de apropriação na Costa do Descobrimento.
A rotina da família, que há gerações vive do cultivo da terra, converteu-se em vigília. A presença de estranhos, a movimentação de máquinas nas imediações e as notícias de medidas judiciais manejadas contra os moradores alimentam a apreensão — sobretudo entre os mais idosos, que nasceram e envelheceram na propriedade.
O caso das famílias nativas de Trancoso expõe um padrão que se repete na região: a intensa valorização imobiliária do distrito atraiu grupos que buscam consolidar posse sobre áreas ocupadas há décadas, valendo-se de títulos de origem questionável e da fragilidade documental típica das posses tradicionais.
Entre os moradores preservados na terra está Maria Teixeira, herdeira da família, cuja posse — exercida desde 1937 — viria a ser reconhecida e protegida por decisões da Justiça da Bahia nas semanas seguintes.
A defesa das famílias é conduzida pelo advogado Adam Cohen Torres Poleto, especialista em Direitos Reais, que atua na demonstração histórica das posses, na impugnação dos títulos apresentados contra os nativos e no acionamento das autoridades competentes diante de indícios de fraude.
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